sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O Agressor Agredido

Segunda semana do mês de setembro. Nessa semana, aconteceu o aniversário de seis anos do primeiro ataque estrangeiro em solo americano. Flores, velas acesas e várias cartas no muro próximo onde ficavam as torres que outrora eram as maiores do mundo, as torres do World Trade Center.
Naquele onze de setembro de 2001, os Estados Unidos choraram. Mas, se os iraquianos pudessem prever o futuro, com certeza teriam chorado com mais dor e insegurança do que os estadunidenses.
Teriam chorado por um outro atentado terrorista, causado pela onda negra do Agressor Agredido. Teriam chorado por pressentir que depois do Afeganistão, o Iraque seria o alvo do que foi chamado de Cruzada contra o Terror - o que deixou o mundo islâmico em alvoroço.
Assim como as Cruzadas do período medieval, os novos “cruzados” usaram um pretexto para atingir o objetivo principal: o enriquecimento. Só que para essa nova Cruzada, Sir. George Bush, o Cavaleiro Branco, atacou o Afeganistão para inebriar a visão mundial sobre o conflito, para depois lançar o seu plano principal. O Cavaleiro Branco semeou a morte e a miséria em um povo que já vivia em condições difíceis. E depois de tanto sangue e tristeza, o Cavaleiro perdeu sua batalha contra Osama Bin Laden, principal acusado do atentado de 11 de setembro.
Mas um grande cavaleiro não haveria de desistir da Glória Eterna! E lá foi o cavaleiro sem cavalo, mudando seu rumo para o Iraque.
O Iraque, país rico em petróleo, na época não dispunha de armamento nenhum, nem dos mais simples, para sua própria defesa. E mesmo assim, os Estados Unidos o acusaram de fabricante de armas nucleares, além de celeiro do terrorismo. Nossa! Prender fabricantes de armas nucleares agora é crime? Sorte do Roosevelt já ter morrido!
O Cavaleiro atacou e com sua lança golpeou o governo de Saddam Hussein, única força que ainda mantinha o país unido. Com a estocada no coração de Bagdá, os vermes da desordem tomaram conta do governo que já jazia nas mãos dos Estados Unidos. Não seria também um atentado terrorista atacar um país que era totalmente inocente? Um ataque a dois prédios valeria a morte de dezenas de milhares de pessoas inocentes? Para o Cavaleiro Branco, sim.
Alias, não é de hoje que os americanos são terroristas que ficam maquiados no Teatro de Operações. Voltemos no tempo, na época da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
O Japão, uma das forças do Eixo Roma-Berlim-Tóquio, estava totalmente subjugado ao poderio ianque e já não representava perigo. Mas o Tio Sam, para poder testar seu novo brinquedinho, usou duas cidades japonesas como o local para seus testes: as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O brinquedinho, uma bomba atômica, foi lançado contra a cidade de Hiroshima, matando quase toda a sua população (uma cidade abarrotada de civis, que não tinham relação nenhuma com a guerra)! Após o horror da bomba, com pessoas desfiguradas, crianças morrendo de câncer, milhares de pessoas carbonizadas, os mocinhos do Mississipi atacaram de novo com seu novo brinquedinho, dessa vez na cidade de Nagasaki. Cristo! Eles viram o que aconteceu com Hiroshima e bombardearam novamente, sem nenhum escrúpulo!
Ah! Mas o povo dos Estados Unidos de hoje não pode pagar pelo o que seus antepassados fizeram! Contudo, os mesmos estadunidenses fazem uma nação inteira ser culpada, mesmo sabendo de sua inocência! Paradoxo, não?
Espere, caro leitor! No caso do Oriente Médio, os estadunidenses não pararam por aí! Além de dominarem o Iraque, ainda o pilharam, pois as fontes de petróleo iraquianas ficaram em poder das empresas americanas. E, onde antes Hussein sufocava qualquer milícia terrorista, agora as milícias sufocam o governo de marionetes imposto pelos Estados Unidos. Mortes são freqüentes, e, assim como as oito cruzadas anteriores, a nona foi um fracasso total.
Graças ao Bush, a antiga rivalidade entre Ocidente e Oriente voltou à tona, o que deixou o mundo em uma tensão com poderes para ser causadora de uma futura Terceira Guerra Mundial. Espalhar o medo e a guerra pelo mundo todo... não seria um ato terrorista?
Mas, o que é mais importante para o mundo? O símbolo de poder da maior potência mundial, ou milhares de vidas insignificantes, em um lugar empoeirado na Terra? O que vale mais, apoiar o Agressor Agredido, ou a verdade que está a favor de um povo miserável? Para os lucros de um país, “vamos defender a honra ofendida dos Estados Unidos, por Deus”!
E com essa lógica, o Agressor Agredido vai atacando, usando o Cavalo Branco à frente, escurecendo o dia e fazendo com que as nuvens presas ao passado voltem ao nosso céu... e dessa vez, não há previsão de tempo bom amanhã...

Nenhum comentário: